Qual a formação ideal para quem quer ingressar no mercado financeiro?

March 31, 2013 |  by

Essa é um pergunta recorrente que recebo de jovens investidores e entusiastas da Escola Austríaca de economia que ainda não sabem ao certo o que estudar, qual faculdade cursar, ou até mesmo quais livros ler. É claro que não existe certo nem errado nessa questão, mas tendo meditado e respondido diversas vezes esse dilema inquietante para muitos, oferecerei minha opinião a respeito do tema.

No mercado de trabalho brasileiro, um diploma de universidade continua sendo um importante “carimbo” no seu currículo. Talvez já não seja mais tão preponderante como foi no passado, mas, ainda assim, acredito que um curso de graduação de uma boa universidade represente um “selo de qualidade”. Não considero determinante, mas certamente muitos poderão nem sequer passar da primeira etapa de um processo de seleção caso não tenham diploma de curso superior.

Se um curso de graduação contribui decisivamente para sua formação, pode ser algo questionável. Depende da universidade e, obviamente, do seu empenho como aluno. Feito essas ressalvas sobre um curso de graduação, a pergunta é: qual faculdade cursar? Economia ou Administração? Talvez Ciências Contábeis? Quem sabe Direito? Sendo o seu objetivo trabalhar no mercado financeiro, comento sobre cada curso por ordem de preferência.

1 — Administração de Empresas: nenhum outro curso lhe proporcionará uma visão tão abrangente de negócios e de mercado. Dizem que em ADM você aprende um pouco de tudo, mas não se torna especialista em nada. Talvez. Entretanto, é provavelmente o curso que oferece a maior empregabilidade no mercado como um todo. Afinal de contas, é bem possível que você tenha que começar a trabalhar o quanto antes e pode não ter a opção de esperar a oferta de emprego ideal na corretora ou banco que você sonha. Com dedicação, você pode graduar-se em ADM com uma sólida base de conhecimentos que lhe será útil em qualquer cargo ou profissão que você venha a exercer.

2 — Direito: em segundo lugar, mas bem próximo do primeiro – ADM –, sugiro o curso de Direito. Não tão generalista como ADM, mas com certeza a graduação em Direito também lhe será útil em qualquer cargo ou profissão futura, e proporciona boa empregabilidade. Ademais, você pode complementar uma boa faculdade de Direito com uma especialização/mestrado/etc. em Finanças ou até mesmo um MBA. Seria uma excelente formação. E não restrinja suas opções somente ao mercado financeiro bursátil, pois há também excelentes oportunidades em bancos de investimento, na área de fusões e aquisições, entre outras.

3 — Ciências Contábeis: o conhecimento de contabilidade é fundamental para qualquer investidor ou interessado em trabalhar no mercado financeiro. É com certeza um pré-requisito básico. No entanto, é um conhecimento específico. Cursar uma faculdade de Contábeis durante quatro anos representa, portanto, um alto custo de oportunidade. E a empregabilidade não é tão ampla quanto a dos dois cursos anteriores. Na faculdade de ADM, você certamente aprenderá o suficiente para ler e analisar o balanço de uma empresa. No Direito, possivelmente você nem escute falar sobre o tema, mas poderá aprender por si próprio por meio de livros e/ou cursos externos, além de aprender com a própria prática do dia a dia (logo mais abaixo, comentarei sobre estágios e afins).

4 — Economia: dado o currículo do curso de Economia no Brasil (e em grande parte do mundo), tenho que relegar a faculdade de Economia à última opção. Ressalvo que, fosse o currículo do curso baseado na Escola Austríaca de economia ou menos marxista e keynesiano, esse curso poderia ser mais proveitoso. Embora você possa aprender conceitos válidos, e nem todas as faculdades do Brasil serão completamente marxistas e keynesianas, certamente você passará alguns meses estudando teorias descabidas que desperdiçarão o seu precioso tempo. Pior ainda, precisará aprender por conta própria os conceitos corretos de economia. Não tenho dúvida de que muitas corretoras, bancos, assessores financeiros, etc., divergirão da minha opinião quanto ao curso de economia. Muitos deles certamente passaram por essas faculdades.

Decidido o curso de graduação, onde aprender sobre economia de verdade e como o mundo dos investimentos funciona? Enquanto não temos uma faculdade dedicada ao tema, com certeza a melhor fonte de informação é o Instituto Mises Brasil (www.mises.org.br) e o Ludwig Von Mises Institute (www.mises.org). Não há necessidade de devorar todos os livros de Mises. Afinal de contas, você não quer se tornar um acadêmico, mas sim um investidor de sucesso. Para isso, você deve focar principalmente nos materiais sobre ciclos econômicos, teoria monetária e bancária, e similares. Acredite ou não, mas apenas o domínio do funcionamento dos bancos centrais e como a política monetária afeta os mercados já fará de você um investidor diferenciado. Dicas específicas de leitura? Veja o artigo do Helio Beltrão.

Caso você se interesse em estudar a Escola Austríaca com mais profundidade, você pode cursar o Mestrado de Escola Austríaca do Jesús Huerta de Soto (na Universidade Rey Juan Carlos, em Madri). Há também programas similares na Universidade Francisco Marroquín, na Guatemala. Além dessas alternativas, recentemente foi lançado em Madri, por economistas austríacos e investidores profissionais, o OMMA Centro de Estudos Superiores com Mestrado de Value Investing e Teoria do Ciclo.

Existem também as certificações de profissionais do mercado financeiro. Algumas são obrigatórias para quem quer trabalhar na área, outras são opcionais e servem principalmente como “distinção” do profissional do mercado (veja aqui um breve artigo sobre o tema e aqui para o site da Anbima). Sobre esse segundo grupo, talvez o principal seja o CFA (Chartered Financial Analyst do CFA Institute), um certificado global que vale como uma pós-graduação na área financeira.

Por fim, e talvez esta seja a principal sugestão, procure ingressar no mercado o quanto antes. Por meio de estágios, programas de trainee, ou como empregado (para aqueles que tiverem sorte e os estudos permitirem), você aprenderá na prática e se beneficiará da experiência de colegas – muitas vezes profissionais com anos de mercado – , coisa que, provavelmente, nenhuma faculdade ou MBA sejam capazes de lhe ensinar.

Foi exatamente esse conselho que o grande investidor internacionalmente reconhecido Jim Rogers recebeu no início de sua vida profissional. Em seu último livro, “Street Smarts”, Rogers nos relata como foi o começo de sua carreira no mercado financeiro. Ainda durante seu primeiro estágio, na firma de investimentos Dominick & Dominick, ele perguntou a um dos sócios sênior o que achava sobre as escolas de negócios (ou MBA, Master of Business Administration). “Não vão te ensinar nada de útil lá. Venha aqui e venda soja a descoberto, e você aprenderá muito mais sobre mercados do que desperdiçando dois anos numa escola dessas”, disse o sócio. Rogers seguiu o conselho fielmente.

Nada de útil talvez seja um pouco extremo, mas não tem preço a experiência real de trabalho. Aliás, é por esse mesmo motivo que você não deve se preocupar demasiadamente com salário no começo da carreira. Especialmente se for um estágio. Para o seu futuro, é melhor trabalhar de graça em uma grande empresa aprendendo com os melhores profissionais do que receber um alto salário e aprender nada de relevante.

Resumindo tudo o que foi dito:

1-Curse Administração;

2-Estude Economia Austríaca em paralelo;

3-Obtenha uma certificação de renome, sendo o CFA a primeira opção;

4-Ingresse no mercado o quanto antes, tendo como ênfase a experiência e o aprendizado;

5-Seja curioso, leia, estude; não espere a informação cair do céu.

A formação é uma grande ajuda. Mas ela por si só não garante nada. O que garante mesmo é a sua dedicação pessoal.

Sobre o Autor

Executivo com experiência internacional em finanças, Fernando é formado em Administração de Empresas, e mestre em Economia Austríaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri. Utiliza o Value Investing e a Teoria Austríaca para analisar e entender os processos econômicos. É também conselheiro do Instituto Mises Brasil.

28 Comments


  1. Li seu artigo e achei interessante. Porém sugiro que se estude Engenharia e depois se faça um MBA em gestão de Negócios (fiz isso). A engenharia por ser bastante exigente contribui para o raciocianio logíco-matemático além de desenvolver o pensamento what…if (causa e efeito). À medida que se aprende como o mercado funciona com auxilio da TACE…esse tipo de raciocinio passa a ser bastante útil. Além disso, o fato de meu pai ter tido uma pequena empresa me deu uma excelente visão de negócios…outra coisa é ter rodado por diversas áreas de uma multinacional…marketing, logística, produção, etc…também contribuiu muito.

    Considero que entrar no mercado financeiro será minha segunda carreira…no momento uso tudo que aprendo para desenvolvimento de minha carteira pessoal. Mas no futuro, quem sabe?

    Sds;

    Max

    • Fernando Ulrich

      Max, obrigado pelos comentários. Não tenho dúvida que o estudo do curso de Engenharia aperfeiçoa e muito as habilidades de raciocínio lógico. Mas não sendo o objetivo da pessoa trabalhar com Engenharia, acredito que o tempo pode ser melhor utilizado aprendendo outras matérias.

      • Discordo. Pelo que tenho visto no mundo corporativo…um engenheiro aprende e dá resultado muito mais rapidamente que um administrador….o engenheiro aprende desde cedo a trabalhar sob pressão (do próprio curso) e a encontrar soluções com o que se sabe e a descobrir novos caminhos e conexões com o que se pode aprender…isso é natural do curso, principalmente das escolas de 1º nível. Na da contra os administradores mas na média, não acho a melhor formação.

        • Fernando Ulrich

          Max, concordo que o curso de Engenharia exige mais do aluno e desenvolve o raciocínio lógico e a capacidade de resolver problemas melhor do que um curso de ADM. Mas reitero o que disse, é uma questão de custo de oportunidade. Aprender matérias de Engenharia cujo conhecimento específico será quase nulo ao profissional do mercado financeiro-ainda que o estudo resulte no benefício indireto de um raciocínio mais aprimorado-representa um alto custo de oportunidade. Prefiro cursar ADM, estudar economia austríaca em paralelo e ainda, possivelmente, poder estagiar/trabalhar desde cedo. Coisas que talvez um curso de Engenharia não permitam, pela carga de estudos bastante pesada.

          • Meus dois cents… Sou engenheiro, mas a causa de cursar a universidade não foi nem de longe mexer no mercado financeiro. Aliás, eu nem fazia ideia que um dia lidaria com isso. Nesse ponto, concordo com Fernando.

            Mas como consequência, o Max está coberto de razão. Tudo que aprendi na universidade fez fluir de forma muito fácil os MBAs de ADM e Gestão Financeira que fiz depois. Engenharia como base facilita toda a vida. Mas como qualquer base, precisa ser completada com outros conhecimentos que não são providos na universidade.

          • Essa é uma matéria muito oportuna. Obrigado por trazer o assunto a tona, pois esse período de indecisão na vida do jovem por vezes tende a se perpetuar durante toda uma vida e, não poucas vezes, resvala na frustração.
            Sob a atual conjuntura, acredito que a Engenharia tal como é estudada e desenvolvida hoje tenderá a cada vez mais suprimir as demais carreiras.
            É um curso profissionalizante por excelência. Não se perde tempo discutindo teorias ou entrando em debates pouco práticos. Se o estudante quiser, ele que vá se informar, que vá buscar mais conhecimento.
            Paralelo a isso, o que se tem visto muito recorrentemente é a formação de universidades empresariais, como a da Motorola (que desenvolve o conceito six sigma). Ao invés de gastar tempo e dinheiro em tecnologias para dar de mão beijada para o concorrente, as grandes corporações aliadas com estudiosos visionários tem atentado que é melhor desenvolver tais tecnologias e conhecimentos de forma privativa, dentro da própria empresa.
            Neste cenário, a Universidade clássica que já estava distante no mundo real, acaba se distanciando cada vez mais. Eu particularmente não nutro sentimento de credibilidade por universidades como USP, PUC, Mackenzie, FGV e etc. Ao passo que as universidade corporativas, vamos dizer assim, estão muito mais interessadas na aplicação de seus conhecimentos, fazendo a devida ponte entre a teoria e a prática, aliada a uma seriedade imensamente superior a das universidades clássicas. Afinal, o que são nossos universitários clássicos de hoje senão potenciais viciados em álcool e drogas?

  2. E quanto aquelas certificações tipo ANCORD? Ser agente autônomo já na faculdade não facilita a entrada em alguma corretora?

    • Fernando Ulrich

      André, imagino que facilite sim. Mas não saberia dizer o quanto as corretoras valorizam essa certificação. Procurarei me informar.

  3. Vinicius Costa

    Na sua opinião, quando você recomenda uma faculdade de Economia?

    • Fernando Ulrich

      Vinicius, se você não começou nenhuma faculdade, tem intenção de fazer um mestrado em Gestão ou MBA posteriormente, odeia Direito e acha contabilidade muito fácil, talvez nesse caso, recomendaria fazer Economia. Mas como comentei no texto, me parece uma enorme perda de tempo cursar uma faculdade na qual grande parte do conhecimento seja não só errado como praticamente inútil.

  4. Tópico pertinente pra molecada. Vou dar meus dois centavos.

    Colocaria como opção válida um curso como estatística, matemática aplicada ou alguma engenharia. No mercado financeiro é necessário ter raciocínio lógico-matemático eficiente e rápido e esses cursos certamente ajudam a desenvolve-lo.

    Tudo o que o Fernando falou no texto é extremamente válido, e vou dar as seguintes dicas de coisas que eu tive que aprender na marra para os leitores universitários/ensino médio:

    1. Aprenda a mexer em Excel e SQL: você vai ter que virar planilheiro profissional, não adianta. Baixe livros para mexer com funções avançadas, manejo e reporting de informação e programação em VBA. De base de dados SQL aprenda a rodar consultas lógicas (query).

    2. Vá estudando o CFA durante a graduação para prestar o Level 1 no último ano: o CFA é de fato o programa mais completo. Você vai aprender uma boa parte teórica de contabilidade financeira e funcionamento de mercados financeiros que não está nem na faculdade de economia. Há outras certificações interessantes como o CAIA (investimentos alternativos) ou o FRM (gestão de risco) que compartilham parte do conteúdo, mas o CFA é o filé.

    3. Perca duas horas do dia lendo notícias: saiba o que acontece no mercado. Leia o factual do Valor Econômico e do Estado de São Paulo (a parte de opinião eu considero perda de tempo). Aproveite que a mídia financeira possui coisas voltadas para os Austríacos. Análises dos sites Acting Man e Zero Hedge são um must. Leia também o factual de sites como Bloomberg e Reuters.

    4. Economistas – a graduação não é importante: o curso formal de economia no Brazil é uma perda de tempo em matéria de conhecimento aplicável, mas ainda é valorizado pelo mercado, infelizmente. Não tenha vergonha de otimizar seu tempo lá dentro pegando professores coxas, matérias coxas, horários flexíveis, etc.

    • Fernando Ulrich

      Rafael, ótimos comentários. Também considero válidos os cursos que você citou. Mas ainda assim prefiro ADM ou Direito.
      Sobre Excel, não como andam as faculdades hoje em dia, mas eu aprendi muito pouco sobre a ferramenta durante o curso de ADM. Aprendi na marra no trabalho, estudando por conta própria e por meio de livros. Dominar essa ferramente é fundamental também. Concordo 100%.

      • Sei que na FGV e no Insper o pessoal tem VBA na grade.

        Bom, se o pessoal já paga bem caro para ouvir papagaiagem keynesiana/novo-clássica, ao menos saem sabendo trabalhar mais rápido que a média.

  5. O mercado financeiro é muito amplo. Dentro de um pequeno banco de investimento, existem várias áreas aonde se encaixam diversos profissionais com diversas formações.

    O grande problema é que um jovem não faz a mínima idéia de quais são essas áreas e qual as habilidades requeridas.

    Se eu fosse aconselhar um jovem, sugiro estudar engenharia, física, matemática, estatística ou ciência da computação e descartaria todas as faculdades de ADM , economia ou contabilidade. Direito seria a última opção e eu só faria se a idéia é trabalhar exclusivamente na parte jurídica de um banco / corretora / empresa.

    O trabalho dentro de um banco você vai aprender na prática, praticamente nenhuma faculdade vai te ensinar. Então eu focaria em cursos de exatas aonde a formação lhe proporcionará forte raciocínio lógico , matemático e computacional, que ao meu ver serão fundamentais no desenvolvimento da carreira dentro do mercado.

    Abraços

  6. Opa, e as publicações do Agora Financial, dá pra levar a sério? Eles tem uma estratégia de marketing bastante singular, que as vezes me faz duvidar da seriedade deles.

    • Fernando Ulrich

      A Agora Financial tem nomes sérios por trás do negócio, Bill Bonner e Addison Wiggin. O conteúdo dos materiais costuma ser muito bom.

  7. Fernando, e pra área de derivativos e risco?
    Estou estudando cálculo estocástico e programação. Qual a sua visão desse mercado de trabalho no Brasil?
    Abs

    • Fernando Ulrich

      Allan, com certeza ajuda. Mas risco não é perfeitamente calculável. Sobre esse tema sugiro ler os livros do Nassim Taleb e sobre a queda do Long-Term Capital Management (When Genius Failed by Roger Lowenstein).

    • Marcos A. Machado

      Allan, veja esse certificado CQF – Certificate in Quantitative Finance. CQF.com

      É um programa muito completo e que exige dedicação de 6 meses. A FK partners em sao paulo tem convenio com eles

      O legal é que os diretores do curso escreveram um manifesto em que rogam que os modelos sejam faceis e que nao sejam tratados como verdade absoluta.

      Como bem frisou o Fernando, as vezes dá xabu. Leia tbem o When Genius Failed. Monte de PHD criou o modelo do fundo, que cairia apenas 2% em 100 anos, etc… e em 98 implodiu.

      abs

  8. Leandro Levlavi

    Considero uma formação ideal para qualquer pessoa que pense em negócios e em “Mundo” de uma forma holística, a seguinte formação:

    - Graduação em Direito.
    - MBA em Administração (com o foco que você desejar). Eu faria com foco em Agronegócios.

    Exemplo de alguém que seguiu essa linha: Ricardo Semler, grande empresário brasileiro.

  9. Marcelo Augusto

    Fernando Ulrich, obrigado e parabéns pela objetividade e clareza de pensamento. Concordo com TUDO o que você disse. Objetividade, racionalidade e pragmatismo. Nada de perda de tempo e subjetividades. Eu, particularmente, não suporto academismos, preciosismos teóricos e perda de tempo. Óbvio: a teoria é necessária para a prática bem sucedida, mas trocar o objetivo final pelo meio não é a minha praia. Ótimo! Vai elucidar muitos estudantes e profissionais independente da idade, coisa que hoje em dia é supérflua, pelo menos nos países e empresas desenvolvidos. Esse “culto e endeusamento” por juventude é um ciclo que, como todos, tende a acabar. O importante é capacidade e produtividade.

  10. Renan Scarabelli

    Olá,

    O que me diz sobre o curso de Tecnologo em Gestão Financeira? Tenho feito este curso e ele parece que te leva direto a pratica, sem muita enrolação.

    Muito interessante o seu tópico.

  11. Fernando e outros.Estudo na ibmec-RJ,economia,2 período , 19 anos. Eu ignoro completamente micro ,macro e calc. Gosto de estatística, vba e econometria. Tenho básico médio conhecimento de fundamentalismo(1,5ano). Fiz até uma planilha usando os conceitos do Buffett nos ativos do ibov. Quero trabalhar num asset como analista Jr(primeiro emprego) e seguir carreira até diretor. O que posso adicionar no meu currículo ? Estou no caminho certo? O que acham das minhas expectativas:
    estagio – 1.5k
    primeiro emprego – entre 3 e 7
    com 30 anos com mestrado – por volta de 15
    gestores – pelo menos uns 30,40
    Atts.

    • Marcos A. Machado

      Certificados CFA, CAIA, FRM, CFP

      Vba e econometria é importante mas conhecimento macro é fundamental. Estudar os autríacos é imperativo. Governo Dilma é anti-exemplo classico. Tudo de ruim que estamos vivendo tem como causa o intervencionismo/populismo. Dilma com cartilha de 1930 ou será 1848?. Solução: Laissez faire, laisser passer. Le monde va de lui même.

      Sobre salario esta okay até nível médio. Gestores bons entre R$ 2MM até USD 2.2 Bi ano. Isso mesmo, bi. Não ponha cap nos ganhos garoto. Let’s profits grow

      http://www.institutionalinvestorsalpha.com/Article/3190499/The-Rich-List.html

      Governos intervém demais na economia, criando marola para surfar

      Importante é nao ser stopado. Aí entram os conhecimentos estatísticos para um bom controle de risco

      Resumindo: Conhecimento Macro para construir cenários e lucrar, conhecimento quant para construir modelos de risco (dimensionamento de posição) e nao quebrar

      Quant para operar mais complicado
      Espero ter ajudado. Abs

  12. Barbara Araujo

    Olá, gostaria de reforçar a pergunta do Renan Scarabelli, e saber o que pensam do curso tecnólogo de gestão financeira.
    Eu com este curso conseguiria ingressar no mercado financeiro? ou acabaria me prejudicando mais tarde por não ter optado por um curso bacharelado?

    Obrigado

  13. Olá, gostaria de reforçar a pergunta do Renan, e perguntar o que vocês acham do curso tecnólogo de gestão financeira.
    Vocês acham que com esta formação eu consigo ingressar no mercado financeiro? ou seria necessário um bacharelado?

    Obrigado

    • Fernando Ulrich

      Barbara, tecnicamente o curso pode ser tão bom quanto um bacharelado (não saberia dizer objetivamente). No entanto, certamente um curso técnico tem menos “peso” que um diploma de bacharel. Numa triagem de currículos, o curso técnico seria preterido ao bacharelado.

  14. Barbara Araujo

    Obrigado Fernando pela resposta. Agora fiquei mais confusa rs, estou entrando no 2° Semestre de gestão financeira e estou completamente indecisa se continuo no curso ou mudo para administração, porém a indecisão bate quando penso nos 4 anos que vou enfrentar contra 1 ano e meio para concluir o atual.
    Após minha formação eu pretendo fazer duas pós, uma em administração e outra em Controladoria e Negócios.
    Me dê sua opinião, se eu me especializar após a conclusão do tecnólogo, eu terei boas formações? ou seria melhor eu realmente fazer uma administração.

    Muito Grata.

Trackbacks

  1. Qual a melhor formação ideal para trabalhar nos mercados financeiros ? | O Insurgente